Pagamos para ver propagandas?
Vamos deixar claro, agora no começo do post, que o texto não se trata de apologia a pirataria, devido a imagem no final do post.
Estive pensando nesses últimos dias em assinar uma Tv por assinatura, seja a Sky, Net ou a Oi Tv, aqui no Rio de Janeiro. Não aguento chegar em casa, ligar a televisão e ver novelas e as aulas de idiotice humana que passam após ela, no Big Brother Brasil.
Analisei custos, analisei ofertas de canal e pacotes de serviço, e cheguei a conclusão que não irei assinar porcaria nenhuma.
Se optar pelos pacotes X ou Y, sou obrigado a levar diversos canais que não me interessam (para que quero CNN ou a BBC?).
Entendo o modelo de negócios que te empurra um pacote de canais que não apresentam conteúdo nada interessantes para o seu gosto pessoal. Afinal, existem canais rentáveis e não rentáveis, canais “caros” e canais “baratos” para as empresas que os distribuem.
O modelo que eu gostaria de ver em funcionamento seria o preço por canal. Tudo bem, a Fox é mais cara que a BBC ou que a maravilhosa CNN para o público brasileiro. (Alguém assiste CNN ou CNN en español? Se assistir, por favor, deixe um comentário.).
Que as empresas coloquem o preço por canal e nos permitam escolher o que queremos levar. Se a CNN significa R$ 3,00 na assinatura, pois bem, me permita tirar a CNN do meu pacote e economizar meus míseros R$ 3,00.
Pior… pior são só as propagandas durante as programações da TV por assinatura.
Estou pagando pelo conteúdo, e ainda sou obrigado a assistir comerciais de produtos. O tempo do “intervalo” durante a programação de um seriado em canais fechados chegam as vezes a ser maiores do que os da TV Aberta. E ainda pago por isso!
O mesmo modelo é incluído em DVDs de filmes. Compramos o filme original, e ora, somos obrigados (não, não dá para dar skip) a ver aqueles avisos de “não a pirataria”, “dê o exemplo para seu filho” e etc.
Esses vídeos anti-pirataria estão incluídos nos DVDs com qual fim?! Esperar que alguém que os pirateie não vá dormir tranquilo no final da noite? E enquanto isso, quem pagou pela mídia, conteúdo, distribuição, encarte e produção da mercadoria, é obrigado a ver vídeos e mais vídeos antes do filme começar.

Algo errado com esse modelo...
Ver inclusive trailers de “futuros lançamentos” que se aplicam a ver no cinema, mas não fazem sentido algum de estarem em um DVD. Afinal, daqui a 6 meses, terei todos esses filmes na prateleira caso sejam bons filmes, e ainda sim, terei que durante os anos seguintes que a mídia ainda existir, continuar vendo o trailer sem poder dar skip ?
Ah, alguma coisa está errada.
Pago pelo conteúdo que quero, não pago por algo que querem que eu leve.
Se não fossem os trailers, como poderíamos ir buscar aquela pipoca + refri… ?!?!