Pronto, está terminado! Dessa vez eu resolvi terminar pelo menos uma vez o jogo antes de fazer uma análise e assim evitar qualquer injustiça.

Antes de qualquer coisa, foi muito bom que eu só tenha jogado o primeiro dias antes de sair o segundo, pois a memória está bem recente e a comparação será bem mais fácil.

Quero deixar claro que apesar das críticas duras que farei, o jogo é muito bom.

Gráficos: 9

Em relação ao 1, é claro que o gráfico está melhor. As mudanças mais pesadas estão na iluminação e sombra.  Achei que as texturas poderiam ser melhores. Joguei em Full HD e quando o close era muito (durante os diálogos, por exemplo) as texturas ficavam fracas. Ainda assim a apresentação é muito boa.

Som: 8

Com a exceção de uma música, que me fez lembrar muito uma do novo filme “Star Trek”, as músicas são completamente esquecíveis. Apesar de ser um bom jogo. Não vou ficar assobiando nenhuma música da sua trilha durante o dia e pra mim esse é o jogo que terá nota 10.

Jogabilidade: 6

Essa foi realmente a pior parte. Aqui foi onde a Bioware cometeu seu pior crime. O primeiro já era um jogo de TPS (Third Person Shooter), mas era um bocado simples. Nessa nova versão eles tornaram a coisa mais séria (como munição nas armas) e isso não é necessariamente bom, pois o jogo  é anunciado como RPG. O fato de a nave ter combustível também me deixou um bocado frustrado. Os mini games ficaram mais elaborados e assim causam um “stress” desnecessário, afinal são mini games.  Antes havia uma opção de usar-se o “omni-gel” para não ter que jogar o mini game, o que era ótimo para que já que já não tinha paciência para ficar jogando esses joguinhos bobos.

O Carrinho do ME1 (Mako) também foi embora. Isso na verdade causou um sentimento de “amor-ódio” pois ao mesmo tempo que era um pouco chato andar com ele, usa-lo para explorar dava uma sensação divertida de que o planeta era gigante.

A parte das armas e armaduras mudou muito e a diversão foi muito reduzida. No RPG clássico você pega um  item novo e compara os números numa tela fácil de comparar ( o ME1 fazia isso com primor) e fica com o item que você achar melhor. No ME2 isso não existe. Praticamente fiquei com a mesma arma/armadura do princípio ao fim.

A evolução também foi severamente prejudicada. Subir de nível se tornou menos importante ainda que no ME1. As habilidades são poucas e com utilidades limitadas. Esse foi um dos fatores que me preocupou muito, porque é um sinal que o ME3 pode deixar de lado esse traço de RPG de fora de vez e se tornar um TPS de fato.

O pior de tudo vem agora… MAPA!!! Mais uma vez… MAPA!!!! Qual é o problema com as produtoras de jogos que no primeiro jogo fazem um mini mapa perfeito (fazer de navegar, com os inimigos aparecendo, etc…) e no segundo em diante “acham” que aquele mapa é bom de mais e fazem um que não serve pra quase nada (Konami isso serve pra você também, MGS que o diga). O mapa do ME2, quando tem porque muitas vezes simples mente não existe, é muito colorido e bonito mais não é prático! Realmente lamentável.

Mas nem todas as novidades são pra piorar. A nova possibilidade de “interromper” a frase do NPC com uma “atitude” é MUITO interessante. Todos os jogos deveriam ter essa característica. O impacto que isso causa no jogo é muito divertido.

Valor Agregado: 10

Deveria ser 11, 12, 13… Essa é a parte onde esse jogo realmente brilha!  Eu desafio qualquer um a ver todos os diálogos, cenas e tudo mais. Pois as decisões que foram tomadas no primeiro jogo são importadas através do “save” e realmente fazem toda a diferença.

Se o jogador quiser ver todas as opções terá jogo para anos.

Nota Final: 8,25

Dizem que o jogo é um RPG, mas estão cada vez mais o transformando em um TPS, espero que no ME3 eles repensem qual é o seu público alvo. Independente disso o jogo é muito bom, tendo seu ponto de excelência na história, que é mais do que digna de um grande filme de Hollywood.